Cesar Cielo ganha a medalha que faltava em sua carreira no Mundial de Budapeste

A medalha do revezamento 4×100 m livre ganha pelo Brasil no Mundial de Budespeste, em julho de 2017, era mesmo a que faltava na carreira de Cesar Cielo – o campeão olímpico nos 50 m livre e ainda dono de mais duas medalhas olímpicas tem nada menos do que oito ouros ganhos em Mundiais, em piscina longa, todos eles conquistados em provas individuais. “A melhor medalha é a medalha de revezamento. Como é bom ganhar com os amigos! Obrigado @gabrielssantos1 @mchierighini @brunofratus. É uma honra representar o Brasil com vocês! #selecaobrasileira #4x100livre #natacao #swimming“, publicou Cesar Cielo nas redes sociais, após a importante conquista da seleção brasileira no XVII Mundial de Desportos Aquáticos, realizado em Budapeste, Hungria, no mês de julho de 2017 (em 23/7/2017). Foi um Mundial positivo para o nadador. Cielo ainda foi à final dos 50 m livre – ficou em oitavo lugar do mundo – com apenas seis meses de preparação. O Brasil mostrou a força dos seus velocistas ao disputar a medalha de ouro, braçada a braçada com os Estados Unidos, com Gabriel Santos, Marcelo Chierighini, Cesar Cielo e Bruno Fratus, na ordem em que nadaram na prova. O Brasil ficou com a medalha de prata no revezamento 4×100 m do Mundial de Budapeste com 3min10s34, uma diferença minúscula para os americanos, de 0s28 (3min10s06). A Hungria ganhou a medalha de bronze nadando em casa (3min11s99). “Para mim, pessoalmente, foi um desafio. Eu estava treinando, desde fevereiro, só para os 50 m e nadar ao lado dos caras que estão na pegada desde a Olimpíada… Eu estava ansioso, após um ano difícil, por eu não ter ido para a Olimpíada e o Brasil não ter pego nenhuma medalha na Olimpíada. Mas eles são os caras! O fato é que o 4×100 m livre é a prova mais importante da natação, em que se mostra a força da equipe. Achei que não iria mais pegar uma medalha no 4×100 m livre na minha carreira. Só tenho a agradecer essa geração e é bom saber que vai representar o Brasil até 2024″, disse Cielo. A prova foi incrível. O primeiro nadador do time foi Gabriel, que fez 48s30 e passou em terceiro, atrás de EUA e Hungria. Marcelo Chierighini pegou o segundo lugar terminando sua passagem em 46s85. O terceiro homem, Cesar Cielo, encostou bem no time americano (48s01 foi a parcial). Bruno Fratus, o último nadador, brigou com o americano Nathan Adrian até os metros finais, fez 47s18, sete centésimos mais forte que o americano. O Brasil foi prata, mas ficou muito pertinho dos favoritos EUA. A última medalha importante ganha pelo Brasil em piscina olímpica no 4×100 m foi um bronze, obtido pela geração de Gustavo Borges e Fernando Scherer, o Xuxa, nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. No retorno ao Brasil, Cesar Cielo disse que ficou “muito feliz de estar de volta, com uma medalha na bagagem e mais uma final nos 50m livre”. “Tudo o que almejei para esta temporada, eu consegui nesse Mundial. Agora é continuar treinando para no próximo Mundial tentar nadar mais rápido. Não quero colocar pressão por enquanto. Agora é uma temporada de cada vez. É buscar nadar 21s6, 21s5, para brigar entre os melhores”, disse Cielo que vai focar na temporada de 2018.” Cesar Cielo tem agora 17 medalhas ganhas em Mundiais, oito delas de ouro, em piscina olímpica, conquistadas em Roma/2009, Xangai/2011 e Barcelona/2013, nos 50 m livre, 50 m borboleta e 100 m livre. A primeira medalha de Cielo em um Mundial foi de prata, ganha em Indianópolis/2004, mas em piscina curta, de 25 metros. Neste tipo de Mundial ainda tem um ouro (4×100 m livre) e um bronze (4×100 m medley), conquistadoss em Dubai/2010, e o ouro (4×100 m medley) de Doha/2014. Faltava um pódio em piscina longa que agora não falta mais. Cesar Cielo é nadador do EC Pinheiros e tem patrocínio da Unimed.
Cesar Cielo no Mundial
Cesar Cielo no Mundial