Cesar Cielo fecha temporada com três índices para o Mundial de Kazã

O velocista da Fiat/Minas confirmou as marcas exigidas para a principal competição de 2015 nos 50 m borboleta, 50 m livre e 100 m livre
Cesar Cielo termina o ano com 3 índices para o Mundial de Kazã (RUS), em 2015
Cesar Cielo termina o ano com 3 índices para o Mundial de Kazã (RUS), em 2015
Rio – O velocista Cesar Cielo deixou o Troféu Daltely Guimarães – Campeonato Brasileiro Sênior e o Open de Natação, duas competições realizadas ao mesmo tempo, de quarta-feira a este sábado (16 a 20/12), na piscina do Botafogo, no Rio, com três índices para o Mundial de Kazã (RUS), em 2015. Cielo fez o índice, com medalha de ouro para a Fiat/Minas, nos 50 m borboleta, no Open de Natação, com o tempo de 22s91, recorde do campeonato e segundo melhor tempo do mundo. Os outros dois índices foram obtidos nos revezamentos que abriu para o Minas Tênis Clube: nos 100 m livre (48s58) e nos 50 m livre (21s60). Cielo quer férias, descansar para os desafios de 2015, em que a principal competição será o Mundial de Kazã (RUS). Cielo ainda integrou o 4×100 m medley da Fiat/Minas, que ficou com a medalha de prata neste sábado (20/12). Com Henrique Martins, Felipe Lima, Marcos Macedo e Cesar Cielo, a equipe fez 3min39s77, dividindo o pódio com o Pinheiros (3min37s10) e a Unisanta (3min43s93). Neste sábado (20/12), Cielo não nadou os 50 m livre – abriu mão da prova porque já tinha o índice para o Mundial e por causa do cansaço de fim de temporada. “Eu vim para esta competição como uma continuação da temporada, depois do Mundial de Doha, no Catar. Eu tinha pedido para abrir os revezamentos para tentar fazer os índices e adiantar as minhas férias porque, mentalmente, está difícil tirar a mesma intensidade com a qual nadei no Mundial”, explicou. Cielo nadou bem os 50 m borboleta – fez índice com 22s91. “Estava bem fora do meu cartel de provas, tinha dado dois tiros de 25 m do borboleta no semestre inteiro… Nos 50 m livre, achei que não entraria tranquilo… Iria colocar uma pressão muito maior. Estava difícil…” O velocista fez 21s60 na abertura do revezamento nos 50 m livre, índice para o Mundial. “No fim, fiquei contente com os meus 21s60 dos 50 m livre. Buscando resultados passados do Brasil, vi que nunca tivemos dois atletas com tempos abaixo disso (se classificam dois por prova). Estou numa posição boa para me garantir no Mundial. E ainda tem o Maria Lenk para defender essa vaga. O objetivo aqui era fazer o índice para o Mundial. Acho que o 21s60 me deixa numa posição confortável. Agora, é tirar férias. Preciso parar de me cobrar um pouco nas próximas semanas… Fisicamente, eu descanso rápido, dois ou três dias, mas mentalmente estou bem cansado.” Para Cesar Cielo, o Mundial de Kazã será um teste pré-olímpico. “Será o único teste. Os melhores times do mundo vão estar lá, um ano antes da Olimpíada, e então vamos poder ter uma ideia do que será possível fazer no Rio, em 2016. Vai ser um Mundial bem pesado e temos de encarar como se fosse uma Olimpíada”, disse o nadador da equipe Fiat/Minas. “Em Kazã, o Brasil tem de tentar melhorar as campanhas de Xangai e Barcelona, tem de buscar uma evolução significativa.” Cesar Cielo é atleta da Fiat/Minas, equipe de natação do Minas Tênis Clube, tem patrocínio de Gatorade, adidas, Embratel, Furnas, Fiat e Correios e apoio do Bolsa Pódio/Ministério do Esporte.

Cesar Cielo abre revezamento 4×50 m livre do Minas com índice para o Mundial

O velocista nadou os primeiros 50 m em 21s60, mas quer ser ainda mais rápido e volta à piscina neste sábado (20/12), para a prova individual
De olho em índice ainda melhor para o Mundial nos 50 m livre
De olho em índice ainda melhor para o Mundial nos 50 m livre
Rio – O velocista Cesar Cielo fez índice para o Mundial de Kazã, em 2015, nos 50 m livre, com 21s60, na abertura do revezamento 4×50 m livre, nesta quinta-feira (18/12), no Open de Natação, na piscina do Botafogo, no Rio. O índice exigido pela CBDA para que os nadadores integrem a seleção brasileira na distância é 22s27. A equipe Fiat/Minas levou a medalha de ouro, em 1min27s54, com Cesar Cielo (21s60), Felipe Martins (21s96), Ítalo Duarte (21s70) e Fernando da Silva (22s28). O Pinheiros ficou com a medalha de prata (1min27s58) e o Corinthians com a de bronze (1min32s00). Cielo volta à piscina do Botafogo neste sábado (20/12) para nadar os 50 m livre. “Eu estava tentando antecipar as minhas férias, mas não fiquei muito satisfeito com esses 21s60. Estou, sim, muito satisfeito com o índice e o tempo que eu fiz nos 50 m borboleta, de 21s91, mas acho que nadei esses 50 m livre de um modo muito controlado. Vou ter de adiar as minhas férias para depois de sábado. Se eu tivesse feito 21s50, estaria mais satisfeito”, disse Cesar Cielo. O velocista já tem índices para o Mundial de Kazã nos 50 m borboleta e nos 100 m livre (48s58, na abertura do revezamento). Cesar Cielo acha que nadou de forma muito conservadora os 50 m livre na abertura do revezamento. “Tenho de ser um pouco mais agressivo. Sobrei no final. Acho que é essa transição da piscina curta (treinou para o Mundial em Piscina Curta de Doha, no Catar, nos últimos meses) para a piscina longa.” Cesar Cielo fez um balanço positivo de 2014. “Gostei das decisões que tomei nesta temporada. Ganhei a minha nona medalha de ouro em provas individuais e a 16ª da minha carreira em Mundiais. Daqui para a frente, é ganhar tudo o que eu puder para deixar a minha carreira o mais colorida possível”, afirmou. Cesar Cielo é atleta da Fiat/Minas, equipe de natação do Minas Tênis Clube, tem patrocínio de Gatorade, adidas, Embratel, Furnas, Fiat e Correios e apoio do Bolsa Pódio/Ministério do Esporte.

Cesar Cielo leva ouro no Open, com o 2º melhor tempo do mundo nos 50 m borboleta

O velocista, que havia ficado com a prata pela manhã, ganhou a prova no fim do dia, no Botafogo, com a excelente marca de 22s91, índice para o Mundial de Kazã
Cesar Cielo nadou os 50 m borboleta com ouro no Open
Cesar Cielo nadou os 50 m borboleta com ouro no Open
Rio – O velocista Cesar Cielo ficou com a medalha de ouro nos 50 m borboleta, com o bom tempo de 22s91, no Open Correios de Natação, nesta quarta-feira (17/12), na piscina do Botafogo, no Rio. O tempo é recorde do campeonato (pertencia a Nicholas Santos, com 22s95) e a segunda melhor marca do mundo este ano – o primeiro do ranking é o ucraniano Andrii Govorov, com 22s87. O tempo também é índice para o Mundial de Kazã (a marca exigida para os 50 m borboleta é 23s07). Nicholas Santos, da Unisanta, ficou com a medalha de prata (23s04) e Henrique Martins, companheiro de Cesar Cielo na Fiat/Minas, com a de bronze (23s44). “Estou mais satisfeito por nadar novamente abaixo dos 23 segundos… Eu não nadava a prova na casa dos 22 segundos desde o Mundial de Barcelona, em 2013. Foi uma prova dura, sempre uma briga saudável com o Nicholas. E olha… a piscina está longa, viu gente! Eu olhava para a frente e ainda tinha um monte de parede…”, brincou Cesar Cielo. “Estou tentando fazer o melhor que posso para ajudar o meu clube. Fisicamente, eu estou bem; mentalmente, um pouco cansado… Então, vou tentar pensar uma prova de cada vez, que tenho ainda três dias de competição, e depois virão as férias.” Cesar Cielo ainda nadou o revezamento 4×100 m livre com o Minas Tênis Clube, com Henrique Martins, Marcos Macedo e Fernando da Silva. A equipe Fiat/Minas ficou com a medalha de prata (3min17s39), com o Pinheiros em primeiro (3min16s43) e o Corinthians em terceiro (3min20s07). Na abertura do revezamento, Cielo fez 48s58, que também é índice para o Mundial de Kazã. E voltou a comentar sobre as possibilidades do Brasil no revezamento 4×100 m livre. “Hoje, o melhor revezamento 4×100 m livre do mundo é o da França. O Agnel e o Manaudou, juntos, formam o time que temos de mirar, mas acho que o Brasil tem time para ir ao pódio. No Mundial de Kazã podemos sonhar com um bronze, uma prata e quem sabe…. Vamos sonhar alto para brigar com a França no Rio/2016. O Matheus (Matheus Santana) é um cara novo e o tempo que resta até 2016 pode fazer uma grande diferença para ele.” Cesar Cielo é atleta da Fiat/Minas, equipe de natação do Minas Tênis Clube, tem patrocínio de Gatorade, adidas, Embratel, Furnas, Fiat e Correios e apoio do Bolsa Pódio/Ministério do Esporte.

Cesar Cielo leva prata nos 50 m borboleta no Troféu Daltely Guimarães

O multimedalhista da velocidade fez 23s69 e se classificou para o Open de Natação, à tarde, na piscina do Botafogo
Cesar Cielo larga bem no Brasileiro Sênior e Open de Natação
Cesar Cielo larga bem no Brasileiro Sênior e Open de Natação
Rio – O velocista Cesar Cielo ficou com a medalha de prata para o Minas Tênis Clube nos 50 m borboleta do Troféu Daltely Guimarães – 24º Campeonato Brasileiro Sênior, nesta quarta-feira (17/12), na piscina do Botafogo, no Rio. Cielo fez 23s69, atrás de Nicholas Santos, da Unisanta, com o ouro (23s01, superando o índice para o Mundial de Kazã, de 23s07), e em dobradinha com o colega da Fiat/Minas, Henrique Martins, que levou o bronze (23s75). Os três estão classificados para o 10º Open de Natação, a partir das 17 horas desta quarta-feira, novamente no Botafogo. Cesar Cielo ainda vai nadar os 50 m livre e dois revezamentos com o Minas Tênis Clube: 4×100 m livre e 4×100 m medley. “É uma competição mais importante para os clubes do que para o atleta, individualmente. Temos de tirar energia do fundo da alma para conseguir nadar bem aqui, por ser fim de temporada e depois do Mundial de Doha. Mas é pensar em nadar uma prova de cada vez, tentar nadar o melhor que eu posso para então tirar férias, descansar para o ano que vem”, afirmou Cesar Cielo. Cesar Cielo disse que, depois da campanha no Mundial de Doha, com as sete medalhas de ouro conquistadas pelo Brasil, dez no total, a natação vem recebendo o reconhecimento que merece no meio esportivo. “É continuar nessa pegada, continuar bem, usando essa energia boa, com bastante profissionalismo e seriedade que temos tudo para continuar fazendo grandes campanhas nos campeonatos que vierem pela frente.” Cesar Cielo espera que essa vivência da seleção brasileira no Mundial de Doha em Piscina Curta se reflita no Mundial de Kazã, em 2015, em piscina olímpica. “O Brasil tem de pensar em fazer a melhor campanha de sua história.” Cesar Cielo é atleta da Fiat/Minas, equipe de natação do Minas Tênis Clube, tem patrocínio de Gatorade, adidas, Embratel, Furnas, Fiat e Correios e apoio do Bolsa Pódio/Ministério do Esporte.

Cesar Cielo destaca profissionalismo e alto-astral do Brasil no Mundial de Doha

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (10/12), em Belo Horizonte, nadador da Fiat/Minas falou que o título inédito deve servir como motivação para novas conquistas
Cesar Cielo e as duas medalhas ganhas em provas individuais: 100 m e 50 m livre
Cesar Cielo e as duas medalhas ganhas em provas individuais: 100 m e 50 m livre
Belo Horizonte – O nadador brasileiro Cesar Cielo, que desembarcou nesta segunda-feira (8/12) em São Paulo com cinco medalhas trazidas do 12º Mundial em Piscina Curta de Doha, no Catar, já treinou nesta quarta-feira (10/12) na piscina de seu clube, o Minas Tênis, em Belo Horizonte, após conversar com os jornalistas da capital mineira sobre o título do Brasil no Mundial – 7 medalhas de ouro, 1 de prata e 2 de bronze – e suas próprias conquistas. Cielo ganhou ouro nos 100 m livre e nos revezamentos 4×100 m medley e 4×50 m medley e foi bronze nos 50 m livre e no revezamento 4×50 m livre misto. O próximo desafio, de terça-feira a sábado (16 a 20/12), é o Open Correios – CBDA, na piscina do Botafogo, no Rio, com a equipe Fiat/Minas. Em seguida, terá um breve período de descanso e uma parada para as festas de fim de ano, mas em janeiro já retoma os treinos – 2015 é ano de Mundial em piscina longa. Cesar Cielo elogiou o profissionalismo e a seriedade da equipe que disputou o Mundial, além da garra e da motivação dos nadadores brasileiros em Doha. “Foi uma energia que eu nunca tinha visto na seleção.” Falou também que a conquista, em piscina curta, não pode servir de parâmetro para o Mundial de Kazã, em 2015, ou os Jogos do Rio, em 2016, mas servir de motivação para novas conquistas. “Com certeza, foi um momento especial para a natação brasileira, temos de usar isso a nosso favor, mas sabemos que, para piscina longa, ainda temos muito trabalho. É dar um passo de cada vez. Em piscina curta, já conseguimos. Agora, vamos tentar o título na piscina longa também.” Confira os principais trechos da entrevista de Cesar Cielo: Título do Brasil no Mundial de Doha “Mesmo se o Brasil não fosse o primeiro no quadro de medalhas, sairíamos da competição como um país muito vitorioso e felizes, pelos resultados mesmo. A hora em que vimos o quadro de medalhas, uma coisa inédita… Estou muito satisfeito mesmo. Foi a primeira vez na história e tomara que tenha sido a primeira de muitas.” Foco pessoal no Mundial “Passei a mirar essa competição como a principal do ano em março, quando decidi que não iria para o Pan-Pacífico. Coloquei na minha cabeça que, todas as vezes que puder ser campeão mundial, enquanto tiver motivação e na forma que estou, eu vou tentar. Então, mais importante do que tentar ganhar o Pan-Pacífico era tentar ser campeão mundial de novo. Sabemos que é piscina curta, não é competição em piscina longa como a que vamos enfrentar na Olimpíada do Brasil, mas realmente é um fato inédito para a natação. O França (Felipe França) está voltando com cinco medalhas de ouro – não sei quantos atletas conseguiram fazer isso na história de todos os esportes -, a Etiene (Medeiros), a primeira brasileira recordista mundial… Nossa um monte de coisa boa, graças a Deus…” Felipe França e o Prêmio Brasil Olímpico “Acho que é difícil reconsiderar. Na verdade, foi um pedido… Talvez ele tenha um momento especial no Prêmio, alguma honraria específica para ele, acho que o França merece, sim. Ele está de parabéns pelo ano que teve, um ano super corrido, nadou bem o Pan-Pacífico… Acho que na natação ele merece um espaço especial no Prêmio Brasil Olímpico. Mesmo não sendo uma piscina olímpica, representamos o País muito bem, fizemos a melhor campanha da história do nosso esporte e estamos caminhando para, se Deus quiser, fazer nossa melhor campanha em 2016.” Preparação, já pensando em 2016 “Por enquanto, eu não vou ter férias. Na semana que vem já caio na piscina de novo, no Open, que é mais importante para o clube do que para mim mesmo. Eu vou mais para ajudar a equipe Fiat/Minas, para nadar os revezamentos com a moçada lá no Rio. No ano que vem tem o Mundial de Kazã, os Jogos Pan-Americanos… Na verdade, não sabemos como será montada a equipe para o Mundial e para o Pan. Tenho certeza de que até os dirigentes e técnicos estão um pouquinho sem saber. O Brasil está na nata da natação, no nível em que podemos montar um time B, um time A, um time mais novo para o Sul-Americano, mandar o time B masculino para o Pan-Americano, por exemplo. Então, eu acho que o importante é dar prioridade às provas que podemos ganhar em Kazã, pensar em levar um revezamento forte para Kazã, por exemplo. Ganhar o Pan não vai nos ajudar muito aqui em casa. Mas não vamos parar, não. O mais importante de Doha foi todo mundo sair com essa vontade de continuar competindo. Quando uma competição termina, pensamos em Natal, ano-novo. Essa aqui, terminamos pensando: ‘Quando é a próxima?’. Estamos com uma sensação e energia muito boas.”
Cesar Cielo e os nadadores e técnicos do Minas Tênis Clube em entrevista coletiva
Cesar Cielo e os nadadores e técnicos do Minas Tênis Clube em entrevista coletiva
Fatores que contribuíram para a campanha em Doha “Acho que essa geração é mais profissional, mais séria, mais preparada. Crescemos juntos. A equipe do revezamento sou eu, o Guilherme Guido, o Felipe França e o Marcelo Macedo, todos nascidos em 1987, nadando juntos desde o Chico Piscina, desde a seleção paulista. De 2008 para cá é perceptível a evolução que tivemos com relação à seriedade das pessoas mesmo, é impressionante como a equipe está super profissional. Se alguém não vai nadar, fica na torcida, ajuda os outros da forma que pode. Quem vai nadar fica concentrado, sem fazer nenhum tipo de bobagem que possa atrapalhar o desempenho. É algo que ficou fácil, é uma equipe que dá gosto de ver, que qualquer técnico gostaria de ter na mão.” O Mundial como parâmetro para a Olimpíada “Foi um campeonato isolado e não temos de tentar dar uma importância maior do que a que realmente tem. Fomos o melhor país em Doha, é como se fosse um Mundial Indoor no atletismo. Não adianta falar que vamos para Kazã para sermos os melhores do mundo, não tem nada a ver uma coisa com a outra, ainda estamos degraus abaixo dos EUA, da Austrália… Com certeza foi um momento especial para a natação brasileira, temos de usar isso a nosso favor, mas sabemos que, para piscina longa, ainda temos muito trabalho. Sair de Doha com sete ouros e o título mundial foi muito bom para o Brasil, uma conquista inédita. É dar um passo de cada vez. Em piscina curta, já conseguimos. Agora, vamos tentar o título na piscina longa também.” O título nos 100 m livre “Foi um dia de muitas surpresas. Para ser sincero, eu não estava esperando ganhar os 100 m livre. Na nossa área de atletas, foi uma energia que eu nunca tinha visto na seleção brasileira. Há alguns anos, na seleção, cada um cuidava do seu: ‘Vou ficar concentrado, vou fazer aquilo…’ O Nathan e o Doc (o fisioterapeuta Nathan Cunha e o médico Gustavo Magliocca), que estavam na área da piscina, disseram que na hora em que viram o meu 100 m livre, todos ficaram loucos e a Etiene pensou: ‘Vou ganhar também’; o França, a mesma coisa, e os caras do revezamento entraram na pilha: ‘Pô, eu também quero uma medalha de ouro’. Eu falei: ‘Não sei se vai dar para ganhar dos EUA, não. Os caras são fera nos 4×100 m medley.’ Mas o Guilherme Guido e o Marcelo Macedo, que não tinham nadado naquele dia, entraram com essa pilha de que íamos ganhar a prova. E eu só pensando: ‘Acho que não vai dar, não.’ Acabamos ganhando e eu acho que foi por esse astral do time mesmo. Saímos da piscina, fomos para o hotel e estava todo mundo quase dando cambalhota em cima da mesa do restaurante, numa pilha impressionante. Duvido que alguém tenha conseguido dormir cedo naquela noite. Foi muito bacana mesmo, saímos de Doha com essa energia e acho que esse pessoal vai surpreender na semana que vem, no Open. Devem começar a aparecer uns resultados de longa aí, acho que a equipe para o Pan e o Mundial de Kazã vai começar a se formar na semana que vem. Pelo jeito E pela forma como saímos de Doha, alguns resultados vão ser bem surpreendentes.” A rivalidade com Florent Manaudou “Não conheço o Manaudou pessoalmente. Dos franceses, só tive contato mesmo com o Frédérick Bousquet. Com o Manaudou é mais ou menos a relação que eu tinha com o Alain Bernard: nos vemos em competição, é ‘oi’ e ‘tchau’, trocamos alguma ideia boba ali… É um cara que parece ser um grande competidor, mas não traz nada para fora da piscina, não tem aquela rivalidade de um querer dar porrada no outro não. A competição é dentro da água, de alto nível, com a educação de atletas profissionais. Eu sempre tive uma relação muito boa com os franceses e eles continuaram produzindo uns caras bons. Eu estou me virando, mas daqui a pouco vou jogar o Matheus (Santana) para eles se virarem, porque eu, sozinho, está ficando pesado.”
Cesar Cielo voltou do Mundial de Piscina Curta, em Doha, com 5 medalhas
Cesar Cielo voltou do Mundial de Piscina Curta, em Doha, com 5 medalhas
O que tem sido fundamental, tecnicamente, para os bons resultados “Eu acho que o atleta brasileiro, na natação, que é o que eu posso dizer, está mais profissional do que antes. É impressionante a diferença das pessoas nos treinos, nas competições. O que eu fui percebendo é que as coisas estão ficando mais fáceis, mais simples. Uma reunião que antigamente demorava 40 minutos, hoje fazemos em 15. É dinâmico, rápido, falou uma vez e todo mundo capta a mensagem. Revezamento, antigamente era assim: ‘Ah, beleza, vamos nadar, legal.’ Hoje, todo mundo briga para ver quem nada. Tanto que, quando fomos buscar as medalhas da equipe que nadou as eliminatórias, todos ficaram com inveja do Henrique (Martins), porque ele ganhou quatro medalhas, três de ouro e uma de bronze, dos quatro revezamentos. ‘O Henrique é espertinho, nadou os revezamentos e saiu de lá cheio de medalha.’ Acho que essa vontade de querer ganhar medalha, de querer ajudar o time, começou em Doha. Eu não tinha sentido isso em Barcelona, talvez até por culpa minha mesmo, de querer me poupar naquela competição por causa dos joelhos. Lá, entramos nos revezamentos sem esperar uma coisa tão boa, ao contrário de agora. Em Doha, o pessoal realmente se superou e veio para ser campeão.” Finais olímpicas à noite “Vamos ter de nos adaptar à grade horária da competição. Nos Jogos de Pequim foram de manhã e, na época, muita gente não gostou. Temos de jogar o jogo da TV, o jogo do dinheiro, não tem jeito. Se a final for à meia-noite, então vai ter de se preparar para nadar à meia-noite. Só espero que a piscina esteja prontinha, coberta, porque é frio à meia-noite no Rio e nadar uma final em piscina aberta, nesse horário, não vai ser muito legal, não.” Férias “Estou pensando em tirar um tempinho até a primeira semana de janeiro, principalmente da piscina. Talvez eu faça musculação e alguma brincadeira, sempre tomando cuidado para não me machucar. Voltar a treinar é só em janeiro mesmo. Para o Open, na semana que vem, é aproveitar a forma em que estou vindo de Doha. Apesar de, mentalmente, estar na pegada de férias, é aproveitar que a parte física está boa para ver se tiro um tempo bom neste fim de ano, Depois, é descansar um pouquinho, porque, a partir de janeiro, vai ser um ano e meio de correria.” Cesar Cielo é atleta da Fiat/Minas, equipe de natação do Minas Tênis Clube, e tem patrocínio de Gatorade, adidas, Embratel, Furnas, Fiat e Correios.

No topo do pódio: As 16 medalhas de Cesar Cielo em Mundiais

O velocista da natação brasileira mantém-se na liderança das provas de velocidade desde o inédito ouro olímpico em Pequim/2008
Cesar Cielo: ouro nos 100 m livre
Cesar Cielo: ouro nos 100 m livre
São Paulo – Cesar Cielo comemorou o último dia de competições do 12º Mundial em Piscina Curta de Doha, no Catar, no Hamad Aquatic Center, neste domingo (7/12), por seus ótimos resultados, dos companheiros da seleção e do Brasil (que ganhou 10 medalhas, 7 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze). O nadador, que conquistou sua primeira medalha em um Mundial, em Indianópolis/2004 – uma prata com o 4×100 m livre – mantém-se no topo do pódio das provas de velocidade desde 2008 e o inédito título olímpico nos 50 metros, em Pequim (CHN). Sua coleção de medalhas em Mundiais aumentou para 16 – em Doha foram 5, 3 de ouro e 2 de bronze. O brasileiro ainda é dono de três medalhas olímpicas: ouro nos 50 m livre (Pequim/2008); bronze nos 100 m livre (Pequim/2008); bronze nos 50 m livre (Londres/2012). E também o recordista mundial dos 50 m livre (20s91, em 18/12/2009, em São Paulo) e dos 100 m livre (46s91, em 30/7/2009, em Roma). As 16 medalhas de Cesar Cielo em Mundiais As 10 medalhas em Piscina Curta (5 de ouro, 1 de prata e 4 de bronze) Mundial de Doha em Piscina Curta/2014 – Bronze nos 50 m livre – 20s88, em 5/12/2014 – Ouro no revezamento 4×50 m medley – 1min30s51, em 4/12/2014 – Guilherme Guido, Felipe França, Nicholas Santos e Cesar Cielo, recorde mundial – Bronze no revezamento 4×50 m misto – 1min29s17, em 6/12/2014 – Cesar Cielo, João De Lucca, Etiene Medeiros e Larissa Oliveira – Ouro nos 100 m livre – 45s75, em 7/12/2014 – Ouro no revezamento 4×100 m medley – 3min21s14, em 7/12/2014 – Guilherme Guido, Felipe França, Marcos Macedo e Cesar Cielo Mundial de Dubai em Piscina Curta/2010 – Ouro nos 50 m livre – 20s51, em 17/12/2010, Dubai (EAR) – recorde do campeonato e sul-americano – Bronze no revezamento 4×100 m – 3min05s74, em 15/12/2010 – Nicholas dos Santos, Cesar Cielo, Marcelo Chierighini e Nicolas Oliveira (recorde sul-americano) – Ouro nos 100 m livre – 46s74, em 19/12/2010, Dubai (EAR) – recorde do campeonato e sul-americano – Bronze no revezamento 4×100 m medley – 3min23s12, em 19/12/2010 – Guilherme Guido, Felipe França, Kaio Márcio e Cesar Cielo Mundial de Indianápolis em Piscina Curta/2004 – Prata no revezamento 4 x 100m livre – 3min12s73, em 7/10/2004, em Indianápolis (EUA) – Cesar Cielo, Thiago Pereira, Christiano Santos e Nicholas dos Santos As 6 medalhas em piscina olímpica, todas de ouro Mundial de Barcelona/2013 – Ouro nos 50 m borboleta – 23s01, em 29/7/2013 – Ouro nos 50 m livre – 21s32, em 3/8/2013 Mundial de Xangai/2011 – Ouro nos 50 m borboleta -23s10, em 25/7/2011 – Ouro nos 50 m livre – 21s52, em 30/7/2011 Mundial de Roma/2009 – Ouro nos 50 m livre – 21s08, em 1/8/2009, recorde do campeonato – Ouro nos 100 m livre – 46s91, em 30/7/2009, recorde mundial Cesar Cielo é atleta da Fiat/Minas, equipe de natação do Minas Tênis Clube, e tem patrocínio de Gatorade, adidas, Embratel, Furnas, Fiat e Correios.

Cesar Cielo é campeão mundial nos 100 m livre em Doha

O velocista repetiu o ouro de Dubai/2010, ainda venceu o 4×100 m medley com Guilherme Guido, Felipe França e Marcos Macedo e deixa Doha com 5 medalhas, 3 de ouro e 2 de bronze
Cesar Cielo mostra ouro dos 100 m livre
Cesar Cielo mostra ouro dos 100 m livre
São Paulo – O brasileiro Cesar Cielo fechou sua participação no 12º Mundial em Piscina Curta de Doha, no Catar, de forma excepcional. Cielo ganhou o bicampeonato mundial dos 100 m livre num duelo com o francês Florent Manaudou, no Hamad Aquatic Center, neste domingo (7/12/2014), com 45s75 – ficou a um centésimo do seu recorde sul-americano (45s74, do título do Mundial de Dubai, em 2010). Manaudou levou a prata (45s81) e o russo Danila Izotov o bronze (46s09). Cesar Cielo ainda fechou o revezamento 4×100 m medley do Brasil com mais uma medalha de ouro e deixa Doha com cinco medalhas. O Brasil ficou em primeiro no quadro de medalhas do Mundial, com 7 ouros, 1 prata e 2 bronzes. “Isso é inédito para o Brasil. Estou contente demais com o meu 100 livre e por ter feito parte desse revezamento (4×100 m medley) foi um dos momentos mais importantes da minha carreira. Acho que posso comparar com a Olimpíada de Pequim, o Mundial de Barcelona…”, resumiu Cielo. Sobre os 100 m livre disse que o que fez na piscina era o filme que passou na sua cabeça na véspera. Manaudou passou os primeiros 50 metros na frente, mas Cielo foi buscar e tomou vantagem no restante da prova, especialmente nos últimos 25 metros. “Imaginei que ele iria travar no final, ele está muito rápido para aguentar essas quatro piscinas. Eu estou nadando, por algum motivo – deve ser o treinamento que a gente fez -, esse terceiro 25 m de um jeito muito fácil. O final foi uma briga de cachorro, de quem estava doendo menos… Acho que eu queria mais, acho que eu queria um pouquinho mais do que ele”, afirmou Cesar Cielo. Neste Mundial, Cielo ficou com o bronze nos 50 m livre (20s88), prova que se preparou para vencer. Mas soube se recuperar rapidamente, para levar o ouro nos 100 m livre. “Esquecer não, mas você tem de aprender. Esporte é assim mesmo, um dia você perde, outro ganha. O mais importante é fazer o seu melhor o tempo todo. No nosso caso é bater a mão na borda e ter a certeza que o nosso melhor ficou na piscina. A minha decepção nos 50 m livre foi isso: bati e sabia que não era o que eu podia ter feito. Poderia não ter ganho com 20s2 como o Manaudou fez, mas acredito que tinha uma prova melhor dentro de mim.” Cielo voa e Brasil busca ouro em revezamento
Guilherme Guido, Felipe França, Marcos Macedo e Cesar Cielo
Guilherme Guido, Felipe França, Marcos Macedo e Cesar Cielo
No 4×100 m livre, o Brasil teve Guilherme Guido (50s11), Felipe França (56s73), Marcos Macedo (49s63) e Cesar Cielo (44s67) para levar o ouro (3min21s14). Os Estados Unidos ficaram em segundo (3min21s49) e a França em terceiro (3min22s26). Guilherme Guido e Felipe França mantiveram o revezamento em terceiro, Marcos Macedo entregou para Cielo em quarto – num duelo de gigantes com Ryan Lochte, dos EUA, o brasileiro foi buscar o ouro. “O grupo fez um trabalho excepcional, me deixando numa situação tranquila. Nadar o revezamento é incrível, dividir o pódio com os amigos é muito bacana.” Cielo fez um elogio ao companheiro Felipe França, que ganhou cinco medalhas de ouro no Mundial de Doha, dizendo que o Prêmio Brasil Olímpico deveria incluir o nome de Felipe França na lista dos melhores do ano. “São 5 medalhas de ouro no Mundial, ele é o melhor nadador do Brasil no ano. Eu sei que já saíram os três finalistas, mas eu acho que ele merece estar na final também.” Quadro de medalhas: Inédito e empolgante Cesar Cielo fechou o Mundial de Doha com cinco medalhas, três de ouro (4×50 m medley, 100 m livre e 4×100 m medley) e duas de bronze (4×50 m livre misto e 50 m livre). Foi a 16ª medalha de Cesar Cielo em Mundiais, dez delas conquistadas em piscina de 25 metros. No balanço do Mundial, elogiou o trabalho das comissões técnicas e dos nadadores do Brasil. “A natação se coloca como um dos maiores esportes do Brasil. Terminar entre os melhores do mundo é inédito, empolgante. Estava conversando com o França antes da prova dele. Me viu ganhando os 100 m livre e falou ‘vou ganhar também’, a Etiene também, é um efeito bola de neve super positivo, super bacana. Eu espero que a gente continue nessa pegada”, disse, observando que o profissionalismo tomou conta da natação após 2008. Ainda disse que espera que essa geração continue trabalhando para obter resultados como o do Mundial. “É uma nova era da natação e eu espero que o brasileiro esteja vendo dessa forma. Essa geração veio para ser muito vitoriosa e o primeiro passo foi dado da melhor forma possível.” Cielo disse que é bom “liderar pelo exemplo” assim como ele e Thiago Pereira sempre fizeram. E brincou: “E olha que eles aprendem rápido! Olha o tanto de medalhas que ganhamos!” De volta ao Brasil, Cesar Cielo ainda disputa o Open de Natação, de 16 a 20, no Botafogo, no Rio, com a sua equipe, a Fiat/Minas.

Cesar Cielo conquista bronze em Doha com o Brasil no 4×50 m misto

O velocista abriu a prova, em 20s65, e elogiou os companheiros João De Lucca, Etiene Medeiros e Larissa Oliveira pelo pódio: ‘O trabalho em grupo foi muito bacana’
Cesar Cielo, João De Lucca, Etiene Medeiros e Larissa Oliveira
Cesar Cielo, João De Lucca, Etiene Medeiros e Larissa Oliveira
São Paulo – Cesar Cielo abriu o revezamento 4×50 m livre (fez 20s65) para o Brasil no 12º Mundial em Piscina Curta de Doha, no Catar, para ganhar sua 14ª medalha em Mundiais. Depois de se classificar para a final dos 100 m livre, que será disputada neste domingo (7/12), Cesar Cielo se juntou a João de Lucca, Etiene Medeiros e Larissa Oliveira para o Brasil ficar com a medalha de bronze no 4×50 m livre misto, com 1min29s17, na última prova do programa deste sábado (7/12), no Hamad Aquatic Center. O ouro ficou com os Estados Unidos (1min28s57) e a prata com a Rússia (1min29s13). A Itália ficou em quarto (1min29s22). As quatro primeiras seleções nadaram abaixo do recorde mundial da prova, que era da Rússia, com 1min29s53. Foi a 14ª medalha de Cielo em Mundiais, a oitava em piscina curta. Cesar Cielo melhorou o seu tempo em relação a disputa dos 50 m livre, na sexta-feira (5/12), quando levou a medalha de bronze, com 20s88, numa prova em que falhou pois estava preparado para fazer melhor. Essa marca é a sua melhor esse ano em piscina curta – havia nadado 20s68 no Troféu José Finkel. “Olha, foi uma tentativa de nadar um pouco melhor… Como falei para os técnicos eu não estava bravo por causa do bronze (nos 50 m livre), perder faz parte do esporte, mas eu queria ter nadado um pouco melhor”, comentou Cielo. Elogiou os companheiros de revezamento, principalmente as meninas. “A minha velocidade está um pouco comprometida, não estou muito explosivo, mas o trabalho em grupo foi muito bacana. A Etiene abriu mão de disputar os 50 m livre para nadar esse revezamento e valeu a pena, ficamos 5 centésimos na frente da Itália. A Larissa segurou bem pra caramba. Mais uma medalha para o Brasil!” Esse foi a 14ª medalha de Cesar Cielo em Mundiais, a oitava em piscina curta (25 metros) – 3 de ouro (50 m livre e 100 m livre, em Dubai/2010, e 4×50 m medley, em Doha/2012), 1 de prata (4×100 m livre, em Indianápolis/2004), e 4 de bronze (4×100 m livre e 4×100 m medley em Dubai/2010, 50 m livre e 4×50 m livre misto, em Doha/2014). Cesar Cielo é atleta da Fiat/Minas, equipe de natação do Minas Tênis Clube, e tem patrocínio de Gatorade, adidas, Embratel, Furnas, Fiat e Correios.

Cesar Cielo se classifica para a briga pelo pódio dos 100 m livre no Mundial de Doha

O velocista, que já ganhou duas medalhas, fará a sua terceira final na competição em piscina curta e ainda deve integrar o revezamento 4×100 m medley
Cesar Cielo está na final dos 100 m livre do Mundial
Cesar Cielo está na final dos 100 m livre do Mundial
São Paulo – O velocista Cesar Cielo está na final dos 100 m livre do 12º Mundial em Piscina Curta de Doha, no Catar. O velocista brasileiro fez o tempo de 46s21 na segunda semifinal da distância, na piscina do Hamad Aquatic Center, neste sábado (6/12), e foi o mais rápido dentre os oito classificados para a decisão – a disputa de medalhas será neste domingo (7/12), em que Cesar Cielo deve integrar também o revezamento 4×100 m medley. O segundo melhor tempo da semifinal dos 100 m também foi feito por um brasileiro: João De Lucca, com 46s29. O francês Florent Manaudou ficou em terceiro (46s37). Os demais classificados para a final são Tommaso D’Orsogna (46s40), da Austrália, Danila Izotov (46s45), da Rússia, o também australiano Cameron MCEvoy (46s68), Shinri Shioura (46s70), do Japão, e Pieter Timmers (46s82), da Bélgica. Sobre a possibilidade de ter uma dobradinha no pódio dos 100 m livre, com ele e João De Lucca, Cesar Cielo disse que “os dois vão fazer o que puderem para isso”. E elogiou o companheiro da seleção brasileira. “O João é um cara capaz de fazer 45 segundos e eu acho que vai ter de ser 45 segundos para ir ao pódio. Então…., a gente vai pra cima. E é o que eu venho dizendo há algum tempo, o João está fora do radar de muita gente aí, mas ele é campeão universitário (americano), das 100 e 200 jardas, acho que é o cara que faltava para o nosso revezamento 4×100 m livre, junto com o Marcelo Chieriguini, o Matheus Santana, o Bruno (Fratus)… Esse revezamento do Brasil está ficando muito bom”, afirmou. Apesar de ter feito a melhor marca da semifinal nos 100 m livre, Cesar Cielo ‘soltou’ no final, mas observou que os adversários também fizeram isso. “Deu para dar uma relaxada, mas vamos ter de ficar esperto com o Manaudou, que também relaxou e teve uma prova antes. Ele tentará ser rápido, na casa dos 44 segundos. Temos, eu e o João, de nadar para 45 segundos para brigar por medalhas.” Cesar Cielo é atleta da Fiat/Minas, equipe de natação do Minas Tênis Clube, e tem patrocínio de Gatorade, adidas, Embratel, Furnas, Fiat e Correios.

Cesar Cielo leva o bronze nos 50 m livre do Mundial de Doha

O velocista, no topo das provas rápidas há 10 anos, ganhou a 13ª medalha em Mundiais, a 7ª em piscina curta, mas não da cor que queria: “Estou pronto para um tempo melhor”
Cesar Cielo mantém-se no pódio da velocidade por dez anos
Cesar Cielo mantém-se no pódio da velocidade por dez anos
São Paulo – Cesar Cielo ficou com a medalha de bronze nos 50 m livre, em 20s88, no 12º Mundial em Piscina Curta de Doha (CAT), nesta sexta-feira (5//12), no Hamad Aquatic Center. O título na distância foi ganho pelo francês Florent Manadou, com recorde mundial (20s26), e a medalha de prata pelo italiano Marco Orsi (20s69). O melhor tempo de Cesar Cielo nos 50 m livre é do Mundial de Dubai, em 2010, quando levou o ouro com 20s51 (recorde sul-americano) – na própria semifinal, em Doha, foi mais rápido, com 20s80. Esta é a 13ª medalha conquistada por Cesar Cielo em Mundiais desde 2004 – o velocista mantém-se no pódio da prova mais rápida do mundo por dez anos seguidos. “Eu não fiz uma boa prova. Acho que estou pronto para um tempo melhor do que esse que saiu. Mas isso é Mundial, final, vamos partir para a próxima prova”, disse Cielo. Buscando uma resposta para dar ao SporTV, logo após a competição, sobre o que poderia ter falhado, disse que não fez uma boa largada. “Acho que foi a saída, não foi uma boa saída, não. A velocidade da saída não está muito boa, mas o cara nadou muito, não tem o que fazer, uma prova com recorde mundial, Então, agora, é focar nas próximas provas. Veio mais uma medalha, mas não da cor que eu queria.”
Cesar Cielo erra saída dos 50 m, mas ainda assim vai ao pódio
Cesar Cielo erra saída dos 50 m, mas ainda assim vai ao pódio
Disse que em toda a final ‘bate nervosismo’: “Opa, a gente fica super nervoso”. Mas não culpou a tensão pelo resultado. “Não saiu do jeito que eu queria, mas já foi. Agora é pensar na próxima, que pode ser melhor do que eu nadei hoje.” Cielo disse que ainda vai ter de analisar com calma a prova. “É dar uma relaxada agora que a prova passou e tentar ficar positivo, não deixar que isso atrapalhe as outras provas, não. Vamos ver o que vai sair nos 100 metros e também tem o 4×100 m medley. Vamos ver se eu consigo tirar umas provas melhores.” No Mundial, Cielo ainda disputará as eliminatórias e semifinais dos 100 m livre (no sábado, 6/12). Se passar para a final, nada pelo pódio no domingo (7/12), dia também do revezamento 4×100 m medley. Agora, tem 13 medalhas conquistadas em Mundiais, sete delas em piscina curta (25 metros). Tem dois ouros ganhos em Dubai/2010, nos 50 m livre (20s51) e nos 100 m livre (45s74), ambas com recordes sul-americanos que perduram ainda hoje, e o bronze nos 50 m livre desse Mundial de Doha (20s88). A primeira medalha de Cielo em um Mundial vem da piscina curta – de prata, em Indianápolis/2004, com o revezamento 4×100 m livre. Agora tem o ouro, do revezamento 4×50 m medley ganho em Doha, com recorde mundial (com Guilherme Guido, Felipe França e Nicholas Santos), em 1min30s51. Tem mais dois bronzes com os revezamentos do Brasil, conquistados em 2010 (4×100 m livre e 4×100 m medley). As outras seis medalhas foram ganhas em Mundiais de piscina de 50 m (Roma/2009, Xangai/2011 e Barcelona/2013). Cesar Cielo é atleta da Fiat/Minas, equipe de natação do Minas Tênis Clube, e tem patrocínio de Gatorade, adidas, Embratel, Furnas, Fiat e Correios.