‘Eu só quero nadar mais rápido’, avisa Cesar Cielo

O velocista, que já é o recordista mundial dos 50 m livre, com trajes, e o mais veloz do mundo sem os supermaiôs, diz que a motivação vem sempre da briga contra o relógio
Cesar Cielo: "Desafio de baixar um centésimo é eterno"
Cesar Cielo: “Desafio de baixar um centésimo é eterno”
São Paulo – Cesar Cielo falou com a imprensa, nesta quarta-feira, em São Paulo, depois de voltar ao Brasil como o único tricampeão mundial dos 50 m livre da história e o mais rápido de todos os tempos antes e depois dos supermaiôs. E disse qual é o seu foco para o futuro: “Eu quero nadar rápido. O que me move é nadar rápido.” Cesar Cielo chegou de Barcelona na terça-feira (6/7) e, nos próximos 15 dias, vai ficar fora dos treinos na piscina – pode fazer alguma coisa na musculação, mas quer sentir saudades da água antes de voltar aos treinamentos. Quer descansar da rotina extenuante do semestre de preparação para o Mundial de Barcelona e não vai disputar o Troféu José Finkel, de 12 a 17, no Corinthians. Cesar Cielo falou algumas vezes, na coletiva de imprensa que deu na loja da adidas da Oscar Freire, que só pensa em ser rápido. Apesar de ser o recordista mundial dos 50 m livre (20s91) com os supermaiôs desde 2009 e, agora, o dono do melhor tempo (21s32) com as bermudas. “Para 2016, não quero ser o melhor atleta do Brasil. Penso em continuar nadando mais rápido. Foi o que eu sempre fiz, o que sempre pensei. O Brasil vai ganhar várias medalhas de ouro aqui e espero ganhar uma delas”, afirmou. Cielo é bicampeão mundial dos 50 m borboleta e tri dos 50 m livre. Ganhou 11 medalhas em Mundiais – seis delas, de ouro, em piscina olímpica (Roma/2009, Xangai/2011 e Barcelona/2013). É campeão olímpico nos 50 m livre (Pequim/2008), além de dono de duas medalhas de bronze olímpicas (nos 100 m livre, em Pequim/2008, e nos 50 m livre, em Londres/2012). Seu desafio é brigar contra o relógio. “É uma das grandes sensações…o pensamento de que ninguém é mais rápido do que você… é uma das minhas motivações. Quando eu tinha 13, 14 anos, meu maior sonho – nem que durasse só um dia – era ser recordista mundial dos 50 m livre. Eu poderia falar que, um dia na minha vida, fui o homem mais rápido que passou pelas piscinas. O sentimento que isso traz é bom. Espero treinar muito porque esse desafio de baixar um centésimo é constante e é eterno. Vou tentar fazer 21s2, 21s1, e é o que vai me levar a continuar treinando.” Apoio na temporada Cesar Cielo destacou que teve muito apoio para chegar às duas medalhas em Barcelona – também trouxe ouro nos 50 m borboleta. “Desde 2008, tenho a sorte de ter bons parceiros. Embratel, Adidas, Gatorade vão seguir comigo até 2016. Tenho o apoio dos Correios desde 2005, 2006. E da Audi. Não sou jogador de futebol, não preciso de milhões. Quero ser feliz, viver bem e ser o mais rápido das piscinas.” E agradeceu diretamente ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) por ter financiado sua preparação ao Mundial. “O COB bancou minhas viagens e as do meu técnico (Scott Goodrich) para treinos e competições nos Estados Unidos e na Europa. Só tenho a agradecer ao COB, que acreditou no meu potencial. Acho que as medalhas justificam o investimento e quero seguir nessa parceria até 2016. Até os Jogos do Rio, quero continuar nadando mais rápido.” Cielo também fez questão de agradecer ao seu técnico, o norte-americano Scott Goodrich. “Todo o processo, de Londres à conquista dessas medalhas em Barcelona, foi muito intenso, muito tenso. Passei pela cirurgia nos joelhos… E tive a sorte de encontrar um cara que comprou a ideia de me treinar e chegou a mudar de país por causa disso. O Scott praticamente fez a carreira dele junto comigo. É o primeiro grande trabalho dele como técnico e já conquistou duas medalhas de ouro”, disse o nadador.
Cesar Cielo e o técnico Scott Goodrich
Cesar Cielo e o técnico Scott Goodrich
Pôsteres no lugar de bilhetinhos pela superação Os jornalistas também perguntaram a Cielo sobre a superação após a cirurgia nos joelhos, há dez meses. O campeão brincou com o fisioterapeuta Nathan Cunha, dizendo que seus joelhos eram ‘filhos do Nathan’. “Eu passava mais tempo com ele do que com o meu técnico e a minha família.” Agradeceu a Gustavo Magliocca, seu médico desde 2007, e ao especialista Arnaldo Henriques, que fez a cirurgia. Disse que a parte mais difícil no cotidiano foi em relação à dor que sentia até mesmo para subir uma escada em casa. “Sair do treino mancando, ficar todo torto para dirigir, porque não conseguia ficar com o joelho dobrado… É esse tipo de coisa simples que é complicado. Doía o tempo inteiro.” Disse que foi preciso muita dedicação para dar certo e que “a convivência com a recuperação foi a parte mais difícil”. Cielo repetiu que foi buscar inspiração em grandes atletas que passaram pelo mesmo problema, como o ex-jogador de futebol Ronaldo e o tenista Rafael Nadal. “Este ano, eu estava com pôsteres do Nadal e do Ronaldo no quarto”, disse, ao responder a uma pergunta sobre se ainda escrevia suas metas de tempos e frases de incentivo em bilhetinhos espalhados pela casa. “Eu estava assistindo a Roland Garros… Quando vi o Nadal ganhando, pensei: ‘O cara passou por uma coisa muito parecida, foi lá e conseguiu ganhar um campeonato em que praticamente se joga todo dia, 3 horas de jogo por dia.’ Na hora em que eu vi o Nadal ganhando, pensei que se ele estava lá, fazendo uma coisa que machuca muito mais do que estar na piscina, eu não podia usar isso como desculpa. Correndo igual a um louco, derrapando no saibro…. Foi muito legal ver essa superação dele.” Cielo citou ainda a lesão de Ronaldo. “Foi aquele jogo em que ele caiu em campo com o joelho todo desfigurado (em 2000, contra a Lazio, quando jogava na Inter de Milão).” O nadador disse que fez a mesma cirurgia de Ronaldo. “Acho que com sete, oito meses eu não ia conseguir chutar uma bola. É uma coisa inexplicável. Só quem já passou por isso sabe mesmo a dor que é. Então, ter visto o cara, depois de um episódio daqueles, ser o melhor de uma Copa do Mundo, ser o artilheiro, é uma inspiração para qualquer um. Se o Ronaldo conseguiu chutar uma bola, eu vou conseguir ondular debaixo d’água.” Cesar Cielo é atleta do Clube de Campo de Piracicaba e tem patrocínio de Adidas, Embratel, Gatorade, Correios e Audi.
Encontro com a imprensa na adidas, em São Paulo
Encontro com a imprensa na adidas, em São Paulo

Imprensa dá destaque ao tri de Cesar Cielo nos 50 m livre

Mito, único… foram algumas das palavras usadas para exaltar o feito do velocista brasileiro que somou duas medalhas de ouro no Mundial de Barcelona
Cesar Cielo mostra as medalhas em Barcelona
Cesar Cielo mostra as medalhas em Barcelona
O inédito tricampeonato mundial nos 50 m livre, com o melhor tempo do mundo na era pós-maiôs tecnológicos (21s32), o sexto ouro do velocista brasileiro Cesar Cielo em três Mundiais (Roma/2009, Xangai/2011 e Barcelona/2013), é destaque na imprensa brasileira e internacional nesse domingo (4/8). Estadão e Folha, dois dos maiores jornais do Brasil, destacam a conquista na capa. “‘Tri nos 50 metros” diz a chamada de capa do jornal O Estado de S. Paulo. “Em Barcelona, Cesar Cielo recupera a hegemonia”, completa o Estadão, que ainda traz chamada e foto quase de página inteira na capa do Caderno de Esporte e matéria destacando o feito do brasileiro. ´´É tri”, chama o jornal Folha de S. Paulo na capa, destacando a conquista. “Cesar Cielo faz melhor tempo desde o fim dos supermaiôs e se torna o primeiro tricampeão mundial dos 50 m livre”. A notícia abre o esporte com o título “único”. E segue: “Cesar Cielo diz que se tonar o primeiro tri campeão mundial dos 50 m livre foi o melhor sentimento de sua carreira inteira”. “Pode Chorar, Mito!” – Cielo é tricampeão mundial dos 50 m nado livre, chamou na capa o diário Lance!, jornal especializado em esportes. “‘Casamento’ reatado” foi o título de matéria interna. A explicação: “Redenção. Após ‘deixar de gostar’ de natação depois de revés em Londres, Cielo reencontra não só o alto do pódio nos 50 m livre como o gosto pela modalidade.” O Diário de S. Paulo também deu chamada na capa do jornal e na capa do esportes para o tri de Cielo. O título da matéria: “Cala-boca – Cesar Cielo supera desconfiança, medo, fantasma de Londres-2012 e até mesmo críticas de russo para conquistar tri mundial inédito dos 50 m livre”. O tri de Cielo também mereceu grande destaque nos portais de internet: “Cielo explica sensação do tri: ‘Pronto para desafiar qualquer um de novo’”, foi o destaque do   globoesporte.com.  “Depois de um período difícil desde as Olimpíadas de Londres, tricampeão mundial diz que vitória em Barcelona resgata a sua vontade de nadar”, observa o texto do portal de esportes. “O nadador vibrou como nunca. Sentou na raia, deu um tapa no peito e disse: “Vem aqui! Vem!”.” O título também repercutiu na imprensa internacional. O L’Equipe, jornal francês, deu destaque ao fato de os franceses Fred Bousquet e Florent Manaudou terem ficado fora do pódio. O site espanhol Marca.com destacou o choro de Cielo no pódio mais emocionante do Mundial, aplaudido pelo público. “Lágrimas inconsoláveis de ouro”, escreveu. As emissoras de TV mostraram a conquista ao vivo – TV Record e Record News e SporTV – e o ouro ainda foi destaque nos principais jornais da noite, como o Jornal Nacional, da TV Globo, e o Jornal da Record. No domingo, Cielo ainda deu algumas entrevistas em Barcelona, como para a Eurosport.  “Meu objetivo é nadar cada vez mais rápido”, afirmou ao SporTV. “Foi emocionante, a sensação de que estou de volta.”
Cielo brinca com as medalhas de ouro
Cielo brinca com as medalhas de ouro
O Brasil ganhou dez medalhas no 15º Mundial de Deportos Aquáticos, três de ouro, além das duas de Cesar Cielo, nos 50 m livre e 50 m borboleta, também com Poliana Okimoto, nos 10 km, mais duas de prata e cinco de bronze. O próximo Mundial, em 2015, será em Kazã, na Rússia, na temporada que antecede a Olimpíada do Rio, em 2016. Cesar Cielo é atleta do Clube de Campo de Piracicaba e tem patrocínio de Adidas, Embratel, Gatorade, Correios e Audi.

Cesar Cielo é tricampeão e o mais rápido do mundo nos 50 m livre

O velocista é o primeiro homem da natação a ganhar o Mundial três vezes consecutivas; em Barcelona, levou seu sexto ouro na competição, com 21s32, melhor tempo na era pós-trajes
Cielo com o ouro nos 50 m livre: tri mundial
Cielo com o ouro nos 50 m livre: tri mundial
São Paulo – Cesar Cielo é tricampeão mundial dos 50 m livre e o homem mais rápido de todos os tempos na natação. Recordista mundial dos 50 m livre desde 2009, com 20s91, levou a medalha de ouro no Mundial de Desportos Aquáticos de Barcelona (ESP), neste sábado (3/8), na piscina do Palau Sant Jordi, com 21s32, novo recorde da prova na era pós-trajes. Cielo repetiu o pódio dos dois últimos mundiais, em Roma/2009 e Xangai/2011, para conquistar o tricampeonato inédito – ganhou a 11ª medalha em Mundiais, a sexta em piscina olímpica. O brasileiro protagonizou a cerimônia de premiação mais emocionante de Barcelona ao cair em prantos na hora do Hino do Brasil. O público respondeu ao choro de Cielo com aplausos. Cesar Cielo deixa o Mundial de Barcelona com duas medalhas de ouro – ficou também com o título dos 50 m borboleta, ganho no início da competição (segunda, 29/7). “É muita felicidade conseguir essas duas medalhas de ouro!”, comemorou. O velocista, que também é campeão olímpico na distância (Pequim/2008) e tem um bronze (Londres/2012), garantiu que não sabia quem ganharia, após os tempos fortes das semifinais. Na prova, Cielo teve um bom tempo de reação na largada (0.63) e uma disputa com o russo Vladimir Morozov, que levou a medalha de prata, com 21s47. A medalha de bronze ficou com George Bovell (21s51), de Trinidad e Tobago. O francês campeão olímpico em Londres/2012,Florent Manaudou, que havia feito 21s37 na semifinal, ficou fora do pódio. “Para ser sincero, achei que o Manaudou era favorito pela constância de bons resultados. Achei que ele nadaria para 21s3, 21s4”, disse Cielo. Contou que treinou muito nesta temporada a segunda metade da prova porque sabia que não seria o melhor nos primeiros 25 metros, após cirurgia nos dois joelhos há dez meses. “Estava respeitando os meus adversários e o meu corpo também, depois da cirurgia, que foi muito complicada no joelho esquerdo – passei três meses duvidando se conseguiria fazer um salto de novo. E dez meses depois…. não tenho como explicar!”
Cielo soca a água na comemoração do tri mundial
Cielo soca a água na comemoração do tri mundial
Cielo acrescentou que a final foi mais tensa, como nos 50 m borboleta, e que ele acertou ao não querer demais. “Eu consegui manter um nado eficiente, nadar os 50 metros e não acelerar a prova, não querer demais.” Cielo disse que não pensou em nada na hora da largada – “tinha um branco na cabeça”. “Na hora em que eu senti a água, na primeira braçada, eu só pensei o tempo inteiro: ‘longo e rápido, longo e rápido… não acelera os 50, não deixa a braçada patinar’. Tentei manter a braçada grande, a cabeça alinhada e, de vez em quando, olhava os caras do meu lado. Vi a parede, meio que medi qual braçada seria a melhor chegada e já olhei para o placar. Não sabia a minha posição, como também não sabia nos 50 borbo. Olhei, deu o número 1 ali… Foi sensacional, o melhor sentimento possível.” No pódio, ficou extasiado, com o corpo formigando… “Foi o pódio mais emocionante de toda a minha carreira. Aquele sentimento de frustração ao sair de Londres e agora conseguir esta medalha desta forma. Posso dizer que hoje estou me sentindo o melhor cara do mundo. E agradeço ao meu técnico (Scott Goodrich), que saiu dos Estados Unidos para me treinar em São Paulo, à minha família, que me aguenta, e aos meus patrocinadores, que bancam as minhas ‘maluquices’. Quando eu falo que vai dar certo, dá certo”, disse. Cielo citou nominalmente seus patrocinadores – Adidas, Embratel, Correios, Gatorade e Audi – e também a Avanço, que o patrocinou até o fim de 2012, num longo contrato, e ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que bancou sua preparação na temporada. “Na hora da prova sou só eu nadando, mas é muita gente envolvida para eu chegar até aqui e eu só tenho a agradecer às pessoas que acreditam no meu potencial.”
Cielo aponta para o céu: ouro e tri mundial
Cielo aponta para o céu: ouro e tri mundial
Cielo falou para as TVs brasileiras e estrangeiras logo após a competição e respondeu a muitas perguntas sobre o momento mágico que viveu em Barcelona. Primeiro tricampeão dos 50 m livre “Eu sei que o Popov (o russo Alexander Popov) tinha cinco medalhas de ouro individuais. Disso eu me lembrava… Sem palavras, mesmo. Para ser sincero, não achei que tivesse ganhado a prova, não sabia o tempo que eu havia feito. Eu estava olhando os dois do meu lado, sabia que estava bem, mas bati na borda e olhei para o placar para ver o lugar que eu tinha chegado – torcendo para que o raia 3 e o raia 4 não tivessem voado. Graças a Deus fiz a melhor prova da série inteira. São essas provas, em que a gente consegue focar mais na nossa raia, na nossa prova, que são as melhores. Às vezes, ficar preocupado com os adversários, como já fiquei, afeta sua própria performance. Hoje, eu olhei para a minha raia e bati na parede. Graças a Deus deu tudo certo. Estou muito feliz mesmo.” Ouro especial após bronze de Londres e cirurgia nos joelhos “A redenção é uma coisa que traz um sentimento inexplicável. Apesar de não ter sido uma redenção – sexto ano em que subo ao pódio de um Mundial, o terceiro Mundial em que ganho duas medalhas de ouro. Tenho de agradecer a quem me apoiou o tempo inteiro e ao pessoal que torceu: ‘Obrigado’. E só dizer que tento fazer o meu melhor o tempo inteiro. Às vezes ganho, às vezes perco, mas pode ter certeza de que toda vez que eu cair na água vai ser no meu 120%, vou dar o máximo para representar o Brasil. E, se Deus quiser, a gente vai ver essa prova em 2016 também.” “Eu passei o ano inteiro com aquele gosto amargo da Olimpíada. Depois da cirurgia nos joelhos, no início, eu estava duvidando de mim mesmo com relação aos primeiros 25 metros. Não sabia como seria essa explosão do bloco. Foi uma surpresa porque achei que o Manaudou fosse levar essa prova. Nem estou sentindo o meu corpo agora – no pódio eu estava formigando inteiro – a adrenalina vai tomando conta. Posso dizer que essa medalha é o momento mais emocionantes da minha carreira.”
Bovell, Cielo e Morozov: pódio em Barcelona
Bovell, Cielo e Morozov: pódio em Barcelona
Sobre os rivais “Com alguns a gente tem amizade… O Fred Bousquet posso dizer que é meu amigo. O Nathan Adrian e o Anthony Ervin são caras contra os quais eu compito o tempo inteiro – acaba tendo um coleguismo, não chega a ser uma amizade. A gente se respeita, mas aquela pontinha atrás da orelha fica, sim. E eu vou ter de treinar muito, três vezes mais, porque sei que os caras vão vir querendo me matar no ano que vem.” As 11 medalhas de Cielo em Mundiais 8 de ouro, 1 de prata e 2 de bronze Mundial de Barcelona/2013 Ouro nos 50 m borboleta – 23s01, em 29/7/2013 Ouro nos 50 m livre – 21s32, em 3/8/2013 Mundial de Xangai/2011 Ouro nos 50 m borboleta – 23s10, em 25/7/2011 Ouro nos 50 m livre – 21s52, em 30/7/2011 Mundial de Roma/2009 Ouro nos 50 m livre – 21s08, em 1/8/2009 Ouro nos 100 m livre – 46s91, em 30/7/2009, recorde mundial Em piscina curta Mundial de Dubai/2010 Ouro nos 50 m livre – 20s51, em 17/12/2010 Bronze no revezamento 4×100 m – 3min05s74, em 15/12/2010 (Nicholas Santos, Cesar Cielo, Marcelo Chierighini e Nicolas Oliveira) Ouro nos 100 m livre – 46s74, em 19/12/2010 Bronze no revezamento 4×100 m medley – 3min23s12, em 19/12/2010 (Guilherme Guido, Felipe França, Kaio Márcio e Cesar Cielo) Mundial de Indianápolis/2004 Prata no revezamento 4x100m livre – 3min12s73, em 7/10/2004 (Cesar Cielo, Thiago Pereira, Christiano Santos e Nicholas Santos) Cesar Cielo é atleta do Clube de Campo de Piracicaba e tem patrocínio de Adidas, Embratel, Gatorade, Correios e Audi.

Cesar Cielo avança para a final dos 50 m livre no Mundial de Barcelona

As semifinais foram duríssimas e indicam que a briga por medalhas será equilibrada; o brasileiro fez o terceiro melhor tempo, de 21s60, empatado com Nathan Adrian

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São Paulo – O campeão olímpico e bicampeão mundial dos 50 m livre está na final da distância no 15º Mundial de Desportos Aquáticos de Barcelona (ESP) e terá um desafio enorme na luta pelo tricampeonato inédito, neste sábado (3/8), na piscina do Palau Sant Jordi, a partir das 13 horas (com SporTV e Record News). Cielo venceu a sua série, a primeira das semifinais, com 21s60, empatado com o norte-americano Nathan Adrian. A série seguinte foi muito forte também, com o francês Florent Manaudou, campeão olímpico, nadando 21s37, a segunda melhor marca de todos os tempos na era pós-trajes (a primeira, também é dele, com 21s34). Cielo fez uma boa saída, com tempo de reação de 0s63, e completou a prova em 21s60, perto de sua melhor marca do ano, de 21s57. As semifinais apontam para uma final muito apertada. Cielo já tem uma medalha de ouro em Barcelona – nos 50 m borboleta. É o recordista mundial dos 50 m livre, com 20s91, campeão olímpico (Pequim/2008) e medalhista de bronze olímpico (Londres/2012), além de ter o bicampeonato mundial (Roma/2009 e Xangai/2011). Apesar do incrível currículo – tem dez medalhas ganhas em mundiais, cinco em piscina olímpica – não esconde que esta decisão em Barcelona será um dos maiores desafios da sua vida, pela competitividade atual na prova mais rápida da natação.
Cesar Cielo fica com o 3º tempo, empatado com Nathan Adrian
Cesar Cielo fica com o 3º tempo, empatado com Nathan Adrian
Os oitos classificados nadaram as semifinais na casa dos 21 segundos. Cielo e Adrian ficaram com o terceiro tempo das semifinais, atrás do francês Florent Manaudou (21s37) e do americano Anthony Ervin (21s42). Os outros classificados foram Fred Bousquet (21s62), Vladimir Morozov (21s63), o sul-africano Roland Schoeman (21s67). O oitavo colocado foi George Bovell, de Trinidad e Tobago, com 21s74. O brasileiro Marcelo Chieriguini, em seu primeiro Mundial, fez o melhor tempo de sua vida, 21s84, mas não foi suficiente para avançar à final. O australiano James Magnussen ficou em 9º (21s79), fora da final. “Foi uma prova bem forte. Comparando com a da Olimpíada (de Londres/2012), foi bem mais forte. Então, na final, vou ter de tirar um tempo melhor, fazer uma prova melhor. Vamos olhar as análises e ver o que faltou, mas essa final não vai ser fácil, não. Vamos ver o que sai. Minha ideia é nadar o melhor tempo da minha vida, de 21s38, ou menos, e ver o que acontece”, disse Cielo, ao SporTV. Afirmou que até a decisão não há mais o que fazer a não ser descansar muito. “Tentar não pensar na prova é o melhor remédio. Na hora, é o momento de pensar, de tentar me concentrar. Vou, no máximo, analisar o vídeo que a gente tem e vamos ver… Vamos para cima dos caras. Não tenho nada a perder, a prova está embolada e, se eu tiver uma chegada boa, como nos 50 m borboleta, quem sabe não dá certo?”, observou Cielo. Pela manhã, Cesar Cielo fez o segundo melhor tempo das eliminatórias dos 50 m livre – 21s76 -, atrás do francês Florent Manaudou, com 21s72. “Foi bom para a manhã, ainda com sono, primeira prova do dia.” Cesar Cielo é atleta do Clube de Campo de Piracicaba e tem patrocínio de Adidas, Embratel, Gatorade, Correios e Audi.

Cesar Cielo enfrenta primeira fase da disputa dos 50 m livre

O velocista, que já tem um ouro no Mundial de Barcelona, nos 50 m borboleta, busca na piscina do Palau Sant Jordi, vaga na decisão de sua principal prova na natação
Cesar Cielo disputa os 50 m livre no Mundial de Barcelona, após o ouro nos 50 m borboleta
Cesar Cielo disputa os 50 m livre no Mundial de Barcelona, após o ouro nos 50 m borboleta
São Paulo – Cesar Cielo, que em Barcelona conquistou a quinta medalha de ouro em Mundiais de sua carreira, nos 50 m borboleta, dá início, na madrugada desta sexta-feira (2/8), à disputa dos 50 m livre, sua prova principal na natação. O desafio é imenso para o brasileiro, que já fixou seu objetivo: o tricampeonato inédito na prova em que já tem duas medalhas de ouro, trazidas dos Mundiais de Roma/2009 e Xangai/2011. Cielo ainda foca em baixar seu melhor tempo na era pós-maiôs, na prova mais rápida da natação: 21s38, de 2012. Cielo é o recordista mundial dos 50 m livre, com 20s91, campeão olímpico (Pequim/2008) e medalhista de bronze olímpico (Londres/2012). Cielo disputa as eliminatórias dos 50 m livre às 5 horas (pelo horário de Brasília) desta sexta-feira (2/8) – as semifinais, com os 16 melhores nadadores, começam às 13 horas (horário de Brasília). A final será no sábado (3/8), a partir das 13 horas. Cielo começou bem o Mundial de Barcelona, comemorando o bicampeonato nos 50 m borboleta – fez um filminho do pódio do ouro e ainda ficou acordado até tarde, depois da adrenalina da conquista, na segunda-feira (29/7) – postou mensagem no facebook. Mas apenas por algumas horas, antes de voltar novamente as atenções para os 50 m livre. Sua preparação já está feita – trabalhou com o técnico norte-americano Scott Goodrich nesta temporada, primeiro tendo de casar treinos com a recuperação nos joelhos, operados há dez meses, até obter índice no Troféu Maria Lenk, em maio. Depois disso, treinando mais pesado visando ao Mundial em si. Teve de vencer as dificuldades da recuperação e as incertezas do sucesso do processo. Mas mostrou, na conquista do ouro nos 50 m borboleta, que está bem. E não esconde que espera uma disputa dos 50 m livre equilibrada. São muitos os adversários, como o russo Vladimir Morozov, o australiano James Magnussen, os franceses Fred Bousquet e Florent Manaudou e o norte-americano Nathan Adrian, entre os primeiros do ranking, com chances de vencer. “Qualquer um desses pode ganhar. Tomara que minha unha esteja maior do que a deles”, brincou, apontando para a dureza da disputa. “Vou ter grandes adversários, todos com nível muito parecido. Mas estou querendo fazer a minha melhor prova nos 50 m livre e, se Deus quiser, conseguir esse tricampeonato mundial inédito. É difícil falar antes do momento, mas, analisando a prova e as competições, é algo que pode ser concretizado. Me preparei para chegar no meu melhor”, acrescenta Cielo. Cesar Cielo chega à piscina do Palau Sant Jordi entre os favoritos numa temporada marcada pela recuperação da cirurgia nos joelhos. É o quarto no ranking mundial nos 50 m livre (com 21s57, no Troféu Maria Lenk, em abril). Ainda nadou mais três vezes a prova, no Southern Zone Sectional, em Fort Lauderdale (EUA), em março (22s20), no Grand Prix de Santa Clara, em junho (22s04) e no Aberto da França, em julho (21s78). Cesar Cielo é atleta do Clube de Campo de Piracicaba e tem patrocínio de Adidas, Embratel, Gatorade, Correios e Audi.