Cesar Cielo recebe Ordem do Rio Branco

Campeão olímpico e mundial é homenageado com a medalha e o diploma oferecido a destaques brasileiros
São Paulo – Cesar Cielo recebeu a medalha e o diploma de Oficial da Ordem do Rio Branco, homenagem pelas medalhas conquistadas na Olimpíada de Pequim, em 2008, quando ganhou o primeiro ouro da natação brasileira. A cerimônia de concessão da Ordem, pelo Ministério das Relações Exteriores, foi realizada no dia 7 de maio, no Rio de Janeiro, durante a disputa do Troféu Maria Lenk. Como Cielo voltou para os Estados Unidos para retomar os treinos ao Mundial de Roma, a medalha e o diploma foram enviados agora à sua residência, por meio da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos. A Ordem de Rio de Branco deve seu nome ao Patrono da diplomacia brasileira, o Barão do Rio Branco, e conta com cinco graus: Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro. O ganhador ainda pode subir de grau em outras oportunidades. Na insígnia, uma cruz de quatro braços e oito pontas, está inscrita em latim a frase “Ubique Patriae Memo” (em qualquer lugar, terei sempre a Pátria em minha lembrança). Cesar Cielo é atleta do EC Pinheiros e tem os patrocínios dos Correios e da Arena.

Cesar Cielo: um ano do ouro na China

O velocista conquistou o primeiro título olímpico da natação brasileira nos 50 metros livre dos Jogos de Pequim, na manhã do dia 16 de agosto de 2008, com recorde da competição
São Paulo – O brasileiro Cesar Cielo ganhou a primeira medalha olímpica para a natação brasileira há um ano. Na manhã do dia 16 de agosto de 2008, na capital chinesa (ainda noite do dia 15 no Brasil por causa da difereça de fuso horário), Cielo venceu os 50 metros livre com o tempo de 21s30, novo recorde olímpico. Os franceses Amaury Leveaux (21s45) e Alain Bernard (21s49) dividiram o pódio com Cielo no Cubo D´Água, como ficou conhecido o Centro Nacional Aquático de Pequim. “Ainda hoje me emociono quando vejo a prova da Olimpíada, quando alguém fala daquele momento. Mas ali passei de uma condição de coadjuvante para a de um nadador integrante da elite mundial”, afirmou Cielo. Dois dias antes de se tornar o primeiro campeão olímpico da natação brasileira, o nadador de Santa Bárbara D´Oeste, interior de São Paulo, conquistou o bronze nos 100 m livre (em 14/8/2008), com 47s67, atrás do francês Alain Bernard (47s21) e do australiano Eamon Sullivan (47s32) e empatado com o americno Jason Lezak (47s67). Voltou de Pequim com duas medalhas olímpicas e consagrado, aos 21 anos, como exemplo para os demais nadadores do Brasil. Cielo, que divide sua prepração entre o Clube Pinheiros, na capital paulista, com o técnio Alberto Silva, e Auburn, nos Estados Unidos, com o treinador australiano Brett Hawke, mudou de patamar na natação, como mostrou recentemente no Mundial de Roma, na Itália. “Um ano depois me sinto mais maduro como pessoa e atleta, mais confiante no que eu posso fazer.” O velocista voltou do Mundial com duas medalhas de ouro – nos 50 m e 100 m, estilo livre. Baixou o seu recorde olímpico nos 50 m – hoje sua melhor marca é 21s08 – e simplesmente bateu o recorde mundial dos 100 m com a marca de 46s91, baixando o tempo da prova da linha dos 47 segundos. Cielo igualou o feito de um de seus ídolos, o russo Alexander Popov, ao ganhar os 50 m na Olimpíada e no Mundial em sequência. Cielo espera que suas conquistas sirvam para ajudar no desenvolvimento da natação. “Estou ciente que o Brasil é o país do futebol, mas em Roma teve o meu resutado, o do Felipe França (medalha de prata nos 50 m borboleta), o bronze da Poliana Okimoto (maratonas aquáticas). Espero que a gente siga contagiando a natação e se reverta em patrocinadores. Se eu pudesse fazer um pedido… Para o pessoal do Brasil, os torcedores, continuarem apoiando a natação.” Cielo voltou de Roma na sexta-feira (7/8) e atendeu compromissos com a imprensa. Foi recebido pelo presidente Luiz Ignácio Lula da Silva, em Brasília, por autoridades e pela população na sua cidade natal, Santa Bárbara D´Oeste, mas já voltou a treinar, no Pinheiros. “Por enquanto vou levar os treinos um pouco mais tranquilo”, disse Cielo, que nadará pelo seu clube o Troféu José Finkel, de 1 a 6 de setembro, em Florianópolis (SC) – deve participar dos 50 m borboleta e dos revezamentos 4×50 m e 4×100 m, ambos no estilo livre. A principal competição de Cielo em 2010 deverá ser o Pan-Pacífico que, com exceção dos europeus, reunirá os melhores do mundo. Cesar Cielo é atleta do EC Pinheiros e tem patrocínio da Arena e dos Correios.

Cielo terá Parque Aquático e Memorial com seu nome em Santa Bárbara

Campeão mundial visita futura área do complexo esportivo. Cidade será sede do Troféu José Finkel em 2010.
São Paulo – Responsável pela conquista de duas medalhas de ouro para o Brasil no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Roma, o paulista Cesar Cielo teve mais um dia de homenagens, nesta quarta-feira, em Santa Bárbara D’Oeste. Campeão mundial dos 50 m e 100 m livre, o velocista foi convidado pelo prefeito Mário Heins para conhecer o projeto e o local onde será construído o Parque Aquático da cidade. A obra, financiada por recursos do município e do Ministério dos Esportes, receberá o nome do nadador e será erguida dentro do Parque Araçariguama, no Jardim Itamarati. Com área construída de aproximadamente 3.600 m², o complexo terá várias piscinas, quadras, salas de aula e também abrigará um Memorial com imagens da trajetória do atleta. Segundo o prefeito Heins, o objetivo do Memorial é “servir como exemplo para a garotada, à futura geração”. Presente à cerimônia, o presidente do Esporte Clube Pinheiros, Antonio Moreno Neto, destacou a importância de Cielo no tradicional programa de natação do clube paulista. “Completamos 110 anos em setembro e sempre demos ênfase ao esporte, tendo a natação como modalidade número um. Em Roma, o Brasil levou 25 nadadores, 16 deles do Pinheiros. Hoje, temos uma responsabilidade na natação e o Cielo é nossa âncora.” Após ver o projeto do Parque, Cielo elogiou a iniciativa. “Sei que vai demorar alguns anos, mas será muito bom ter um centro com esta estrutura para, dentro de alguns anos, a seleção brasileira poder treinar aqui”, avaliou o recordista mundial dos 100 m. Treinando com o técnico australiano Brett Hawke em Auburn, Alabama, há dois anos, Cielo expressou sua confiança no sucesso da iniciativa ao ser questionado sobre a saudade de viver em uma cidade do interior. “Não tenho saudade porque Auburn é a minha Santa Bárbara d’Oeste nos Estados Unidos. Por isso confio no projeto de montar o Parque Aquático aqui. Vai ser a nossa Auburn brasileira.” A universidade da cidade norte-americana concentra alguns dos melhores velocistas mundiais. Além de Cielo, o francês Frederick Bousquet treina no mesmo local. Bousquet detém a melhor marca do mundo nos 50 m livre. Mas antes mesmo da concretização do projeto, Santa Bárbara já pode comemorar a conquista de um novo status na natação nacional. O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, anunciou a cidade como sede do Troféu José Finkel, em 2010. Segundo o dirigente, a competição será realizada no Clube Atlético Barbarense, onde o nadador deu suas primeiras braçadas e que ele visitou no fim do dia. Na praça Coronel Luis Alves, em frente à igreja Matriz de Santa Bárbara, Prefeitura, Câmara dos Vereadores e Assembléia Legislativa fizeram uma homenagem ao nadador e sua família. Os Correios, patrocinador oficial do velocista e da seleção brasileira de natação, presentearam Cielo com uma folha de selos personalizados com a imagem do campeão e as medalhas conquistadas na Itália e com uma réplica folheada a ouro do selo. Cerca de 700 pessoas acompanharam a cerimônia. Cielo distribuiu autógrafos e recebeu o carinho dos fãs, que incluiam muitas crianças e adolescentes. “Nadar é mais fácil, mas (o público) é muito bacana. Agora já fico um pouco mais à vontade. Em Santa Bárbara me sinto em casa”, disse sobre o assédio. Homem de fé Entre os muitos presentes, o atleta recebeu uma imagem de Santa Bárbara do pároco da cidade, Reinaldo César Demarchi. Durante o Mundial, o técnico Brett Hawke lavou os óculos do nadador com água benta, no Vaticano. “Sou religioso sim”, afirmou Cielo. “Acredito que é importante ajudar os outros. Na véspera das competições as pessoas ficam muito nervosas. Tenho um ‘kit religioso’ com imagens de fé, que trazem sorte.” Após as homenagens, Cielo deu uma nova entrevista coletiva na qual falou sobre suas conquistas e projetos. “Aprendi muita coisa como atleta e pessoa. Hoje sou um homem e um atleta melhor preparado”, afirmou o nadador sobre as mudanças em sua vida desde a conquista da medalha de ouro dos 50 m livre, nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Um ano depois, sua confiança para o Mundial da Itália era total. “É perigoso, mas eu confiava na tática e estava superconfiante. Em Roma, sabia o que estava fazendo em cada momento. Entrei para ganhar mesmo. O que vale é a cabeça e a prova começa antes da gente chegar à água”, destacou, reafirmando que seus objetivos seguem iguais. “Vou continuar buscando tempos mais baixos.” Cesar Cielo é atleta do EC Pinheiros e tem patrocínio da Arena e dos Correios.

Cielo é recebido pelo Presidente Lula no Planalto

Campeão mundial será recebido pelo presidente nesta terça-feira. Na quarta, o velocista participa de homenagens em Santa Bárbara D’Oeste
São Paulo – Destaque da delegação brasileira no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de Roma, o nadador Cesar Cielo será recebido nesta terça-feira, às 10h30, pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília (DF). Na quarta-feira, Cielo recebe homenagens da Prefeitura, dos Correios e da Câmara dos Vereadores, na praça Central, em Santa Bárbara D’Oeste, às 14h30. “Voltar às origens é sempre bom”, lembra o nadador, que vai virar selo. Patrocinador oficial da natação brasileira, os Correios presentearão o atleta com uma folha de selos personalizados com a imagem de Cielo e as medalhas conquistadas na Itália. A empresa também dará ao velocista a réplica de um selo folheada a ouro produzida pela Vollet Joias. Na Itália, Cielo foi responsável pela conquista das duas medalhas de ouro do Brasil. Assim como nos Jogos Olímpicos de Pequim/2008, ele venceu os 50 m livre. Nos 100 m do mesmo estilo, ele conquistou não apenas o ouro, mas também bateu o recorde mundial da distância. “Vou colocar estas medalhas junto com a olímpica, no banco. Mas vou passar lá para dar uma olhada porque faz tempo que não vejo (a de Pequim).” Cielo desembarcou em São Paulo na última sexta-feira quando falou sobre seus projetos imediatos. O velocista permanece no país até o final do ano e continuará dividindo sua preparação entre o Brasil – onde treina com Alberto Silva, no Clube Pinheiros – e os Estados Unidos – sob a supervisão do australiano Brett Hawke, na Universidade de Auburn -, como tem feito nos últimos 2 anos. “Uma coisa que não posso mexer agora é meu treinamento, está dando supercerto”, diz o paulista, de 22 anos. “Não vejo problema em alguém treinar só no Brasil. Vai da pessoa, da adaptação. É importante competir fora, mas o treinamento pode ser aqui. O que não dá é para ficar sem patrocínio.” A próxima competição de Cielo será o Troféu José Finkel, em Florianópolis (SC), de 1º a 6 de setembro. “Depois acho que será só o Mundial, no ano que vem, mesmo”, avalia o nadador, que não se preocupa com a mudança de regras na próxima temporada. Durante o Mundial de Roma, a Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou que não permitirá o uso dos mesmos maiôs deste ano. “O pessoal ficou um pouco bravo com as quebras dos tempos. Mas quando você está em um lugar onde os oito (finalistas) estão em condições iguais não há porque falar muito. Eu busquei a melhor roupa e nadar o mais rápido possível”, lembrou Cielo, seguro de que poderia ter feito marcas ainda melhores na Itália. “Não consegui soltar como queria. Poderia ter nadado mais rápido se tivesse tido um ou dois dias de descanso.” O brasileiro venceu os 50 m com 21s08 e os 100 m com 46s91, novo recorde mundial. “Treino para as duas provas”, diz, confiante que a nova regra dos maiôs não trará grandes mudanças nos tempos. “Não vamos ficar muito longe. O maiô não influencia tanto.”